Pão caseiro quentinho com margarina e açúcar;
a revoada improvável de 'cocotas' no céu cinza-insistente que abobadeia a umidade totalitativa do ar satolepense e suas mediocridades caminhantes...;
escutar nietzsche, eslabões e kunderas na vitrola, a todo volume (interno);
tropeção por encostar o nariz no céu tentando adivinhar o que as nuvens dizem com esboços de suas profecias e sonhos e mitos e verdades e lendas e... coisas;
"fugir" para dentro de uma piscina cheia de chocolate ao leite derretido, como se Pat Adams providenciasse o meu banho gigante de macarrão ao molho de tomate;
"Deu pra ti" no agreste paulistano do apartamento a dois dias do Porto Alegre;
imitar a seis pernas "um vampiro, um lobisomem, um saci pererê" no mesmo apartamento agreste a dois dias do porto alegre; repetir isso a quatro pernas (duas ainda curtas), três anos depois, e ver que aquilo realmente salvou a minha vida;
desenho animado a café com leite, muito nescau e açúcar (no café com leite!);
banho de regador com água aquecida na chaleira no fim de tarde da primavera-quase-verão;
abraços honestos de completos desconhecidos;
índios, especialmente os transparentes;
nuança, Pessoa e Quintana;
aparição de beija-flor, oboé e cítaras;
música celta, de tão raro que é...;
nuança, Pessoa e Quintana;
aparição de beija-flor, oboé e cítaras;
música celta, de tão raro que é...;
chocolate napolitano;
procurar o cruzeiro do sul no céu e ver que ele ainda é igual ao que está desenhado no meu braço esquerdo, apesar de um profeta dizer que "não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais";
ouro branco - o bombom, logicamente;
pés de jabuticaba. Subir neles e comer deles;
susto de lagartixa durante a madrugada de leituras no sofá da sala; perereca na porta de vidro de casa, naquela respiração volátil de "bochechas" desesperadas;
gargalhadas, o Cuca e a cuca e o Cuca comendo cuca (de chocolate);
gargalhadas, o Cuca e a cuca e o Cuca comendo cuca (de chocolate);
o menino dos cabelos de arcanjo correndo atrás da bola. Às vezes, de mim.
Moa. Moa, moa!
