Entre, fique à vontade. Sente, relaxe, aproveite. Vai ser um pouco alto, mas eu sou assim mesmo**. São apenas lagartixas divinas *** - as minhas lagartixas. Às vezes, partos cerebrais***. E nada mais.



(*) crédito a Ton K.; (**) Marvin Gaye; (***) Nietzsche















sábado, 29 de maio de 2010

Enganosamente rústica ou Eu, coelha de mim


Au Lapin Agile: Um dia escapo da panela e chego ao Cabaret des Assassins!


Moa.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Coisas ou "coisos"* que salvam minha vida - alguns e algumas.

Pão caseiro quentinho com margarina e açúcar;
a revoada improvável de 'cocotas' no céu cinza-insistente que abobadeia a umidade totalitativa do ar satolepense e suas mediocridades caminhantes...;
escutar nietzsche, eslabões e kunderas na vitrola, a todo volume (interno);
tropeção por encostar o nariz no céu tentando adivinhar o que as nuvens dizem com esboços de suas profecias e sonhos e mitos e verdades e lendas e... coisas;
"fugir" para dentro de uma piscina cheia de chocolate ao leite derretido, como se Pat Adams providenciasse o meu banho gigante de macarrão ao molho de tomate;
"Deu pra ti" no agreste paulistano do apartamento a dois dias do Porto Alegre;
imitar a seis pernas "um vampiro, um lobisomem, um saci pererê" no mesmo apartamento agreste a dois dias do porto alegre; repetir isso a quatro pernas (duas ainda curtas), três anos depois, e ver que aquilo realmente salvou a minha vida;
desenho animado a café com leite, muito nescau e açúcar (no café com leite!);
banho de regador com água aquecida na chaleira no fim de tarde da primavera-quase-verão;
abraços honestos de completos desconhecidos;
índios, especialmente os transparentes;
nuança, Pessoa e Quintana;
aparição de beija-flor, oboé e cítaras; 
música celta, de tão raro que é...;
chocolate napolitano;
procurar o cruzeiro do sul no céu e ver que ele ainda é igual ao que está desenhado no meu braço esquerdo, apesar de um profeta dizer que "não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais";
ouro branco - o bombom, logicamente;
pés de jabuticaba. Subir neles e comer deles;
susto de lagartixa durante a madrugada de leituras no sofá da sala; perereca na porta de vidro de casa, naquela respiração volátil de "bochechas" desesperadas; 
gargalhadas, o Cuca e a cuca e o Cuca comendo cuca (de chocolate);
o menino dos cabelos de arcanjo correndo atrás da bola. Às vezes, de mim.

Moa. Moa, moa! 
(*) Em tempos eleitorais-eleitoreiros dá muita vontade de "falar" assim. Fico imaginando um presidente  fazendo inaugurações eleitoreiras  ululantemente eleitorais, mas se dirigindo honestamente ao povo,  para a abertura de seu discurso: "- Coisos e coisas!" ou "- Meus coisos e  minhas coisas!"... Ou outra coisa. Ou outro "coiso"...


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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Medo


Uma falta de gente coexistível...



domingo, 16 de maio de 2010

Do peso e a leveza

Fez-se pedra, cuspe da Terra resfriado. Rola agora como se estivesse pluma: a sustentável leveza do ser. A possível leveza do ser: estar, despido, sem desfazer-se.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Trem das Sete tonkaniano

Fui tentada por satanás (!?) algumas vezes - a quem ele não tenta? Mas sempre sou mais atropelada e surpreendida por tentações quando ele me percebe perdida para o Bem, ordenada pela minha Cura. A maior delas, tentação e perda, foi tonkaniana. Virtudes, fraquezas, talentos; mãos, "aperto da mão", ouvidos e alma que eu sempre desejara meus, comigo. Mas não poderiam ser meu ("sic"), embora eu tenha pertencido a elas de alguma forma - ou tão-só de forma não palpável. A perda foi por um peso  - ou pela insustentável leveza? Foi, escolho, por uma resistência abismal e dilacerante da minha pedra angular, do meu fundamento. Ele já era, há muito, o fundamento de outras Vidas... Queria eu ter pecado, mas definitivamente não poderia, eu, ter pecado! Coração bobo, coração bom, coração bola, bola, bola de balão...

Ói! Ói o trem!, diria Raul, meu colega de profecias... O mal de braços e abraços com o bem, num romance astral...

Quem vai chorar, quem vai sorrir?/
Quem vai ficar, quem vai partir?

A gente se ilude, dizendo já não há mais coração... Mas O coração dos aflitos pipoca dentro do peito...

Amém.

Moa. Moa, Moa!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nada - outra vez

Katrina lembra-se de uma conversa com aquela sua voz inaudível e familiar...

- Às vezes dá muita vontade de ser nada, estudar nada, me especializar no nada, trabalhar em nada, viver nada e como nada. Pararia de sofrer. Mas o nada não me convence, não me preenche, nem quando eu sou realmente nada, nem quando dou tanta chance de ele me ter para sempre, no nada. E isso me faz voltar a sofrer. C’est la vie. É o que faz a gente viver. E, às vezes, viver com grandeza – ao menos de espírito, o que é muito para os mais evoluídos, ou ironicamente nada para os materialistas.

Moa.