Gosto muito de como o escritor Milan Kundera classifica os livros: em diurnos e noturnos. Depois de A Insustentável Leveza do Ser, passei a perceber minhas leituras assim, ainda que instintivamente já o fizesse. Leio menos do que gostaria, menos ainda do que deveria, mas tenho sorte na escolha dos títulos. E com títulos de amigos. E com os amigos que indicam os títulos.
De uma dessas literaturas noctívagas emprestadas, tomei uma bela lição:
"Ninguém consegue realmente ser grande, quando não aprendeu a ser pequenino". (Emmanuel)
Embala o sono. Mas é dia, agora.
quinta-feira, 19 de março de 2015
Jornalistas
Entrei num ônibus, meio desequilibrada. Fui parar direto no... olhar sorridente de um senhor com ar cavalheiro.
Ele cumprimentou-me como quem tem muita intimidade. Devolvi o "oi" na mesma moeda. Faz bem para as almas.
Foi que ele desejou, em volume bem público:
- Que Deus te ilumine!
Lasquei:
- Ué, mas por quê?
Perguntadeira diplomada. Não bastava agradecer ao anjo?!
Alemoa difícil de moer
Ele cumprimentou-me como quem tem muita intimidade. Devolvi o "oi" na mesma moeda. Faz bem para as almas.
Foi que ele desejou, em volume bem público:
- Que Deus te ilumine!
Lasquei:
- Ué, mas por quê?
Perguntadeira diplomada. Não bastava agradecer ao anjo?!
Alemoa difícil de moer
Baixa temporada
Gosto de conhecer de verdade os lugares, pelo avesso. Descobrir, explorar, garimpar. Dispenso pacotes, obviedades, alta temporada. Gosto de demorar-me com as ruelas, os moradores, os ventos, as casas, as matas, os cheiros, as pedras... as águas e as areias! E gosto de fazer isso sozinha ou, no máximo, em boa companhia. Gosto de conhecer pelo avesso. E de quem gosta de avessos.
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