Entre, fique à vontade. Sente, relaxe, aproveite. Vai ser um pouco alto, mas eu sou assim mesmo**. São apenas lagartixas divinas *** - as minhas lagartixas. Às vezes, partos cerebrais***. E nada mais.



(*) crédito a Ton K.; (**) Marvin Gaye; (***) Nietzsche















quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Tupiniquinês" - sobre a língua e o tamanho

Jazido na Terra brasilis, o povo "tupiniquim" fala em crianças e velhos como se fossem condições externas a ele, ao ser humano; como se nunca tivesse sido criança e como se nunca viesse-a-ser* velho. No meio do caminho esses índios de cara pálida já estão mortos, condenados à clausura da juventude. Pior, a uma juventude forjada na selvageria da era da extrema conexão**, ou da era dos extremos***, dos extremos de tudo, de si, do outro, das outras coisas (pleonasmo?). Digo àqueles que pensam em ser ou a vir a ser plastificados e jazem, com toda sua altura, como números de série, série de próteses de silicone. 

Os tupiniquins falam em ser jovens como se fosse uma condição externa deles, mas não percebem que apenas estão jovens (medíocres e ingratos?). E que essa, sim, pode ser uma condição eterna, ad infinitum.

Kat. 
(*) conjugação pretensiosamente nietzscheniana;  (**) do físico Albert-László Barabási;  (***) do historiador contemporâneo Éric Hobsbawm

Nenhum comentário:

Postar um comentário