Entre, fique à vontade. Sente, relaxe, aproveite. Vai ser um pouco alto, mas eu sou assim mesmo**. São apenas lagartixas divinas *** - as minhas lagartixas. Às vezes, partos cerebrais***. E nada mais.



(*) crédito a Ton K.; (**) Marvin Gaye; (***) Nietzsche















sábado, 16 de janeiro de 2010

Nada

Katrina volta a conversar com aquela voz inaudível e familiar, e reflete:
- Às vezes dá muita vontade de ser nada, estudar nada, me especializar no nada, trabalhar em nada, viver nada e como nada. Pararia de sofrer. Mas o nada não me convence, não me preenche, nem quando eu sou realmente nada, nem quando dou tanta chance dele me ter para sempre, no nada. E isso me faz voltar a sofrer. C’est la vie. É o que faz a gente viver. E, às vezes, viver com grandeza – ao menos de espírito, o que é muito para os mais evoluídos, ou ironicamente nada para os materialistas.

2 comentários:

  1. gostei muito do que li, vou passar para meus contatos conferirem teu texto.
    parabéns.

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  2. Sério? Sério, sério??? hahaha
    Estou experimentando. Pensei em não continuar, mas parece que faz bem mesmo dividir o que "alumia" a mente, não? Muito obrigada! Acho que escrever, bem ou mal, é tudo que sei fazer...

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