Na pequena sala do apartamento da mãe, o monitor LG, 17 polegadas, tela semi-plana, realmente parece quase cobrir a mesa retangular de madeira, exagerando-se um pouco. É imponente. Katrina trabalha em um notebook, de no máximo cinco anos de uso, que está com o LCD estragado, morto, pifado*. Por isso a necessidade de ligá-lo a um ecrã de visualização**. Mas ela, moderna em muitas posturas, nunca esperava encontrar-se entre os dinossauros contemporâneos. Deu-se conta disso com a visita rápida de um menino que tem no máximo 10 anos de idade, como ela avaliou. Não apenas com a visita, claro, porque, aparentemente, era um piá*** normal, simples. Simples e espontâneo: lascou logo a sentença tirânica para Katrina, sem ao menos um "bom dia":- Nossa, meu! Um computador ligado numa televisão! Bah, que massa!
Katrina riu. Nada mais pôde fazer. Era mesmo um "ser" arcaico diante dos poucos e extraordinários anos de "Novo Mundo" - o monitor de 17 polegadas, não ela!
(*) Minha avó materna, fluente em alemão e pomerano (?!), usava muito essa expressão para coisas que paravam de funcionar de repente. (**) Definição de monitor conforme um dicionário on-line nada confiável. Pelo menos pra mim. (***) Como sabiamente os gaúchos chamam as crianças ou quem tem alma de criança.

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